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Cidade Queer

Atualizado: 27 de Jul de 2020

Por Gabriel Pedrotti

O projeto Cidade Queer foi criado no final de junho agora, e representa o amadurecimento de uma ideia nascida em meio à caminhada de desenvolvimento da tese de doutorado em urbanismo. O projeto é de certa forma materializado em uma página no Instagram, e tem o intuito de aproveitar a grande exposição e visibilidade que tem essa plataforma da rede social e lá reunir conteúdos relacionados a Espaço, Cidade e Sexualidades dissidentes, dentro de uma discussão de um fazer cidade com uma perspectiva de gênero, uma cidade não heteronormativa. Fazem parte das discussões levantadas no Projeto Cidade Queer aquelas que estão sob guarda-chuva do Direito à Cidade, onde fica evidente o questionamento de quem produz a cidade e para quem é produzida. A partir disso, tem a vontade de agir como uma ferramenta de troca, de saberes e experiências, onde as pessoas podem conhecer iniciativas nacionais e internacionais dos debates já iniciados nesses assuntos e a partir dele, também divulgar suas experiências e iniciativas nesse sentido.


Tendo o cuidado de manter o ineditismo que as pesquisas acadêmicas em andamento exigem, a página também atua como uma plataforma de divulgação de imagens, diagramas, mapas, e demais elementos que compõem o discurso gráfico da pesquisa. Na multidisciplinaridade que demanda o tema, é fundamental a utilização do repertório de cartografia na pesquisa, localizando no território as diversas dinâmicas envolvidas. Acreditamos na potência da informação como elemento transformador de realidades. Com a página, esperamos ampliar a abrangência da pesquisa e incentivar o dialogar com mais pessoas, para além dos nossos pares acadêmicos, ao alcançar outras iniciativas, grupos, coletivos, movimentos organizados, ONGs, entre outros atores. Sobretudo em tempos de isolamento, quando os eventos acadêmicos se tornam ainda mais restritos, esta rede social tem se mostrado bastante efetiva.


A página do Instagram pretende vincular ideias, conceitos, autores, metodologias que podem ser ainda desconhecidos de muitos, em um tema de escassa bibliografia e que ainda enfrenta resistência de ultrapassados cânones acadêmicos de muitas instituições numa batalha de validação científica.


O alcance da plataforma já se provou incrível. Em uma semana de atividade publicando matérias de outros veículos de mídia – sem ainda aprofundar na postagem da iconografia da pesquisa de doutorado, muita coisa já aconteceu. Estudantes de graduação – sobretudo das áreas de arquitetura - se motivaram para comentar na página trabalhos que desenvolveram em seus cursos, outros pesquisadores sinalizaram reconhecimento e interesse, e já é possível sentir o fortalecimento de uma rede de pesquisadores e pensadores. A produção de saberes é mais potente quando se faz de maneira coletiva.




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