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Os sentidos da Tijolo



O ato de nomear é sempre importante. Damos nome a tudo. Nomeamos nossos filhos, animais de estimação, ruas, cidades e por aí vai. Na verdade, os estudiosos da linguagem costumam afirmar que algo só existe quando dizemos. O nome, portanto, faz existir — inclusive, aquilo que não existe no mundo real.


Quando a Tijolo tomava forma, pensamos por muito tempo em qual nome conseguiria reunir a nossa missão. A construção de uma nova ideia de Direitos Humanos exigia uma nomenclatura forte. Em uma visita ao Complexo do Alemão, refletimos como o senso comum acerca das favelas é tão equivocado, quanto a percepção média do brasileiro sobre os Direitos Humanos. Ambos são vistos negativamente, associados à delinquência e à impunidade.


Pensamos também em como nossos objetivos passavam pelo diálogo e a promoção do humanismo nos espaços periféricos. Foi assim que, estando na favela, percebemos que o tijolo aparente — suas cores, texturas e simbologias — poderia sintetizar muitas das ideias que perseguimos.


Um tijolo apenas não é capaz de levantar um edifício. Precisamos de muitas mãos para erguer essa nova ideia. Os tijolos estão dentro de todas as edificações: ricas e pobres; antigas e novas. Os Direitos Humanos também são de todos e estão dentro de cada um de nós. Contudo, há lugares em que estão mais aparentes — como nas favelas — e, por isso, possuem maior urgência em seu debate.


Um último sentido da Tijolo é a concretude. Apesar de utilizarmos as redes para comunicação, acreditamos que o trabalho de promoção de uma nova ideia de Direitos Humanos exige contato presencial. Tijolo e concreto. Não dá mais para menosprezar a potência do encontro cara-a-cara e do toque. O diálogo só tem a se beneficiar da presença e do esforço dessa construção.

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